Desafíos de gestión en la fase de post-registro de Indicaciones Geográficas del café
los casos de Montanhas do Espírito Santo y Caparaó.
DOI:
https://doi.org/10.59901/x05bcx43Palabras clave:
Emprendimiento innovador, Indicación geográfica, Desarrollo territorialResumen
Las Indicaciones Geográficas (IG) se consideran una estrategia para el emprendimiento y la innovación territorial, vinculando la reputación, la calidad y la identidad cultural de los productos con su origen geográfico a través de la participación comunitaria. Este estudio investiga los desafíos de gestión que enfrentan las entidades gestoras de las IG de café de Montanhas do Espírito Santo y Caparaó tras su registro y reconocimiento como Denominaciones de Origen (DO). La investigación cualitativa utilizó análisis documental y de contenido de entrevistas semiestructuradas realizadas a representantes de las asociaciones gestoras de las IG. Los resultados muestran que, si bien el registro ha fortalecido la identidad territorial, persisten importantes obstáculos de gestión organizativa y operativa, que varían según el grado de madurez de las asociaciones. Cuatro años después del registro, Montanhas do Espírito Santo aún enfrenta desafíos estructurales básicos, como la ausencia de una sede física y un sistema de trazabilidad. Por el contrario, Caparaó, también cuatro años después del registro, enfrenta dificultades para monitorear el uso de la representación gráfica protegida, así como su uso estandarizado. La efectividad de la IG depende de una gestión eficaz, participativa y continua. Se identificó la necesidad de políticas centradas en el apoyo institucional posterior al registro, de modo que el reconocimiento formal se traduzca en efectos concretos en la valoración del producto, la identidad territorial, los ingresos de los productores y la competitividad regional. Se concluye que las estrategias para fortalecer las entidades gestoras son esenciales para consolidar las Indicaciones Geográficas (IG) como instrumentos sostenibles para el desarrollo territorial y la innovación colectiva.
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