Indústria extrativa petrolífera fluminense e limites ao desenvolvimento regional

  • José Luis Vianna da Cruz
  • Denise Cunha Tavares Terra
Palavras-chave: Indústria extrativa petrolífera fluminense, Reprimarização da economia, Desenvolvimento regional.

Resumo

O artigo1 analisa a dinâmica territorial da indústria extrativa do petróleo offshore do Estado do Rio de Janeiro-ERJ, que, após quase 40 anos de operação, abarca, pelos seus impactos mais diretos, o território de três mesorregiões – a Norte Fluminense, a Noroeste Fluminense e a das Baixadas Litorâneas. A análise se dá nos marcos do atual padrão de inserção internacional da economia brasileira, na sua dimensão de importante exportadora de commodities minerais, agropecuárias e agroindustriais e de produtos semi-industrializados. Esse padrão leva à implantação de um conjunto de GIs-Grandes Investimentos em energia e infraestrutura de logística de circulação de mercadorias que tem no ERJ e particularmente no território da economia do petróleo offshore um locus privilegiado, onde se implanta um importante Complexo Portuário. Os impactos do Complexo de E&P-Exploração e Produção de Petróleo, associados aos das grandes intervenções de infraestrutura, levantam questões sobre os caminhos do desenvolvimento desse espaço regional fluminense. A queda nos preços internacionais do petróleo desencadeou profunda crise nos municípios produtores e no estado, revigorando o debate sobre os riscos da dependência da economia fluminense em relação à indústria petrolífera. Essas questões são tratadas à luz dos desafios do desenvolvimento regional brasileiro.

Publicado
2016-11-16